Talvez eu demore algumas centenas de milhares de anos para
amar.
É sempre mais fácil escrever teoricamente sobre aquilo que
julgamos ser o desconhecido.
O desconhecido abre a porta da nossa imaginação, nos faz
questionar mais e nos faz querer senti-lo da melhor forma. E o amor é para ser
sentido, não traduzido em pequenas e simplórias palavras.
Temos medo de tudo que não vemos e não conhecemos, e quanto
maior o medo, maior nossa vontade de confrontar o causador dele. No meu caso,
desconheço o amor, e escrevo sobre ele e para ele todos os dias e todas as madrugadas,
e parte de mim diz que estou no caminho para decifra-lo, e outra diz que existe
todo um universo de coisas ainda escondidas.
E a parte que mais me desperta alegria, é a do universo a
ser descoberto. Porque me sentiria desaponta em decifrar o amor sem telo
sentido. Na verdade me sentiria
extremamente desapontada se eu ou qualquer outro alguém pudesse acabar com os
mistérios que o amor possui. Gosto de fantasiar coisas, tenho uma queda por
tudo que não conheço inteiramente porque amo me surpreender positivamente, e só
espero positividade do amor. Amor quando é amor não causa dor, o que nos causa
dor é a falta de amor.
A eternidade não é para todos, mas eu desejo ter a
eternidade para amar e ser amada, e para poder aprender cuidadosamente tudo que
amar nos implica. Quero poder despertar todas às duvidas e não sei se vou
querer todas as respostas.
Autoria: Iasmynne Damasceno

Nenhum comentário:
Postar um comentário