O grande efeito colateral das perdas que já tive é o medo.
Medo disfarçado de certezas e confiança.
Eu não sei mais lidar com perdas, sejam elas físicas ou não.
Não aprendi a juntar meus pedaços depois de uma perda.
Porém, já jurei milhares de vezes que não me sentiria mal em estar sozinha,
que não depositaria amor em pessoas desconfiam do meu amor por elas,
que não teria amigos pra contar além de Deus e outras coisas desse tipo.
Coisas do tipo que não consigo cumprir, porque tenho alma carente.
Mas a questão é que o tempo passa e as minhas decepções nesse sentido mudam de figuração
mas acabam sendo as mesmas, e soa um pouco melodramático,porém
é complicado ver sua confiança sendo quebrada por pessoas diferentes,
em posições diferentes, e de maneiras tão desnecessárias.
Pessoas novas tendo medos sobre quem você é, e pessoas antigas se juntando a esses medos.
Algumas horas parece que rebubinaram minha vida e vivo replays infinitos,
E o meu papel de trouxa é aquele de sempre.
Só aqueles que me fazem de otária que são novos integrantes.
Acho que esta na hora de começar a cumprir meus juramentos,
e deixar as pessoas do lado de fora da casca, convivendo apenas com o que é pertinente,
cansei de ser profunda e sincera com aqueles que só queria conhecer a margem do rio,
cansei de me jogar no escuro e ter alguém trapaceando, esperando ver se eu esborracho
no chão ou se eu sobrevivo a queda pra só então também se jogar.
Se a vida é uma só as regras e a confiança depositada deveria ser a mesma.
Autoria: Iasmynne Damasceno
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